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Krzysztof Wodiczko

Esse é sem dúvida, até o momento, o artista visual que mais dialoga com as idéias que propomos como interferência visual no projeto Amoradores de Rua.

Projeções gigantes em espaços públicos que refletem a memória coletiva e histórias, constituídas de imagens (mãos, olhos, rostos, etc) e vozes de moradores de rua falando sobre suas preocupações, angústias, amores e dores…
Criou também obras funcionais para facilitar a sobrevivência e comunicação dos moradores de rua além de instalações feitas com "lixos" achados nas ruas do mundo afora.
Hoje Wodiczko lidera o Interrogative Design Group e é diretor do Center for Advanced Visual Studies, no Massachusetts Institute of Technology.

Confiram! Vale muito a pena.

Por Leco de Souza

Arte Contemporânea na Rua para Rua

Segue perfil e alguns trabalhos do artista plástico Guga Ferraz, carioca, que tive a oportunidade de conhecer na casa de amigos que temos em comum em Curitiba/PR
Leco de Souza.

Perfil

Rio de Janeiro RJ, 1974
Vive e trabalha no Rio de Janeiro

Diariamente, somos afetados pela violência das grandes cidades. Alguns transformam essa afecção em estímulos. Guga Ferra é um deles. Sua obra não é uma crítica às metrópoles, é uma resposta ácida às situações cotidianas. O artista retém imagens que as cidades nos oferecem e as devolve sob o preceito de arte. Não há limites para os trabalhos de Guga Ferraz. São como organismos vivos, pulsantes. Rompem com o desejo do próprio artista. Elas precisam da circulação que somente os grandes centros oferecem. Dotados de uma ironia, os trabalhos não apresentam ao público a possibilidade de recuo, é situação dada. É fato real. É neste território que Guga transita. Entre função e estética, entre equipamento urbano e sarcasmo, o artista nos faz pensar. Diante de suas obras não perguntamos se o que vemos é arte. Perguntamos sobre aquilo que vemos. Assim, o artista nos proporciona uma vida mais instigante.

Fonte: arteacesso-br.com


"Rendido"

Lamb gigante colado no chão.


"Cidade Dormitório"

Beliche de oito andares para moradores de rua.

Projetando poesia







Em direção contrária às tendências atuais de emprego da comunicação no ambiente urbano, a americana Jenny Holzer preenche os espaços que acha interessantes com conteúdo poético, social e político. Há 30 anos a artista registra, ao seu modo, os centros de grandes cidades, como Paris, Milão, Chicago e até Rio de Janeiro.

Texto e fotos retirados do blog Fotoclube f/508

Lixo eletrônico





A loja de departamento norte-americana Best Buy montou uma campanha de reciclagem de eletrônicos, que muitas vezes são jogados no lixo com pouco cuidado. A loja criou um grande cartaz na sua unidade na famosa Times Square, em Nova York, com o nome do programa "E-Cycle" escrito com partes de aparelhos descartados. São televisões, videocassetes, aparelhos de som e gadgets diversos usados para montar cada uma das letras. A campanha gira em torno da empresa se responsabilizar em dar um fim nos eletrônicos antigos e, dependendo do aparelho, a pessoa pode até ganhar um vale compras na loja.

Texto e fotos retirados do site Setor Reciclagem

Giganto







Na tentativa de humanizar os espaços da cidade de São Paulo, ou provocar o olhar rotineiro das pessoas, a fotógrafa Raquel Brust e o designer Bruno Siqueira idealizaram a intervenção urbana Giganto, por meio da qual espalham fotos imensas por alguns pontos da cidade. As dimensões exageradas das imagens acabam se ajustando bem às proporções da gigante metrópole brasileira.

Texto e fotos retirados do Blog Fotoclube f/508

Lixo na contraluz









No meio da amálgama de lixo estão escondidas formas que somente se revelam em forma de sombras projectadas numa parede. Ambos os autores [os artistas Tim Noble e Sue Webster] trabalham em Londres, tendo o seu trabalho sido já integrado em exposições de Arte Contemporânea da Royal Academy.

Propaganda

Por Leco de Souza,

Procurando na web, inspiração para elaborar os outdoors Amoradores, me deparei com esse material desenvolvido pela agência Leo Burnett de Lisboa.
Resumo do Briefing: criação de um mailing de natal para angariação de donativos junto a diretores e gestores de empresas para ajudar crianças abandonadas. A idéia: a agência enviou uma caixa de presente ao público alvo. Quando ela é aberta, o cidadão vê a imagem de uma criança dormindo lá dentro. No cartão, a mensagem: "Para alguns, nunca é feliz natal!"
fonte: www.agenoralessandro.blogger.com.br




Vik Muniz







Exposição Vik Muniz
no Museu Oscar Niemeyer
até 07 de março de 2010

(...) Imagens massificadas, ícones e símbolos populares, sucata da sociedade moderna industrializada e fotos de obras de artistas consagrados, como Monet, Goya e Caravaggio, lhe servem de ponto de partida. Peças de informática, microscópio, seringas, papel recortado, lixo e produtos alimentícios – como nas séries Crianças de Açúcar e Imagens de Sucata – estão entre os materiais utilizados em suas originais composições. Fonte: Museu Oscar Niemeyer

Mendigo Robô



Contribuição do ator Marcel Szymanski
Data: janeiro 2010

Parangolés












Imagens retiradas de sites diversos

Na década de 1960, [o artista] Hélio Oiticica criou o Parangolé, que ele chamava de "antiarte por excelência". O Parangolé é uma espécie de capa (ou bandeira, estandarte ou tenda) que só mostra plenamente seus tons, cores, formas, texturas e grafismos, e os materiais com que é executado (tecido, borracha, tinta, papel, vidro, cola, plástico, corda, palha) a partir dos movimentos de alguém que o vista.
(Fonte: Wikipedia)

Contribuição do ator Felipe Souza
Data: janeiro 2010

Mais uma vítima



Contribuição do ator Marcel Szymanski
Data: janeiro 2010

Manual para construção de um carrinho como um dispositivo para elaboração de conexões sociais

Editado por Octávio Camargo e Brandon LaBelle
Contribuições de Ricardo Basbaum, Octávio Camargo, Ken Ehrlich, Jennifer Gabrys, Brandon LaBelle, Margit Leisner, Rubens Pileggi e Ines Schaber



"(...) Puxando carrinhos construídos à mão através das ruas na procura de lixo reciclável. Estes catadores de maneira não oficial fornecem à cidade uma força vital de trabalho: os catadores servem a um programa pré-existente de reciclagem (promovido pela cidade como um exemplo de suas diretrizes urbanas) emprestando-lhe uma adição complexa e complicada, a da troca injusta. Pois os catadores contam com o lixo da cidade como uma economia pirata, e a cidade, por sua vez, conta com os catadores, adotando a sua pobreza como uma fonte radical de eficiência: os catadores estão lá, todos os dias, serpenteando pelas ruas da cidade, lançando sombra à coleta oficial e seus caminhões, esperando chegar lá primeiro... (...)"
Brandon LaBelle





Texto e imagens retirados da publicação intitulada "Manual para construção de um carrinho como um dispositivo para elaboração de conexões sociais" desenvolvida por artistas locais e internacionais por ocasião de exposição que aconteceu na Galeria Ybacatu em Curitiba.

Contribuição do ator Adriano Petermann
Data: dezembro 2009

Moradores de rua nos Eua

Projeto Home Less, not Hope Less! - Trabalho sobre moradores de rua da cidade de Portland, Estados Unidos.


"Velho veterano, muito feio para se prostituir, não rouba, alérgico à cadeia"


"Sem sorte / Sem-teto / Duro, com fome, frio, deprimido / Qualquer coisa ajuda"


"Procurando por atos de bondade aleatórios"

Contribuição da cenógrafa Maria Baptista
Data: dezembro 2009

Poesia na rua

Vídeo sobre a poetisa de rua Izabel Cristina Milano.



Vídeo: Elenize Dezgeniski - Curitiba, setembro 2006

Apagando os pecados

Amoral

Em todos os tempos se quis “melhorar” os homens: é isso que, antes de tudo, foi chamada moral. Mas sob esta mesma palavra “moral” se ocultam as tendências mais diversas. A domesticação do animal humano, bem como a criação de uma espécie determinada de homens, são um “melhoramento”: esses termos zoológicos exprimem unicamente realidades – mas essas são realidades de que o melhorador-tipo, o sacerdote, não sabe nada de fato – de que não quer nada saber... Chamar “melhoramento” a domesticação de um animal soa a nossos ouvidos quase como uma brincadeira. Quem sabe o que acontece nos estábulos, duvido muito que o animal seja neles “melhorado”. É debilitado, é tornado menos perigoso, pelo sentimento depressivo do medo, pela dor e pelas feridas se faz dele um animal doente. – Não acontece outra coisa com o homem domesticado, que o sacerdote tornou “melhor”. (...) Para falar em termos fisiológicos: na luta com o animal, torna-lo doente é talvez o único meio de enfraquecê-lo. A Igreja compreendeu isso perfeitamente: ela perverteu o homem, tornou-o fraco – mas ela reivindicou o mérito de tê-lo tornado “melhor”.
Trecho de Crepúsculo dos Ídolos ou como filosofar a marteladas – Nietzsche (página 53)


Andarilho, quem és tu? Vejo-te seguir o teu caminho sem escárnio, sem amor, com olhar indefinido, úmido e triste, como uma sonda que, insaciada, volta de todas as profundidades novamente à luz. O que será que ela procurava lá embaixo? Tens um peito que não suspira, lábios que escondem o seu nojo, mão que já só lentamente agarra. Quem és tu? Que fizeste? Descansa aqui. Este lugar é hospitaleiro para qualquer um. Restabelece-te! Não importa quem sejas: o que te agrada agora? O que serve para te reconfortar? Basta que o digas. Ofereço-te tudo que tiver!
“Para me reconfortar? Para me reconfortar? Ó tu, curioso, que estás a dizer! Mas dá-me, peço - - “
O quê? O quê? Di-lo!
“Mais uma máscara! Uma segunda máscara!”...
Trecho de Para além do bem e do mal – Nietzsche (página 202)

Eu quero é botar meu bloco na rua

Trecho da música de Sergio Sampaio, o maldito.



Data: dezembro 2009

Pecados Capitais

Documentário do canal History Channel sobre os sete pecados capitais, um dos assuntos discutidos durante a pesquisa do projeto Amoradores.

Luxúria
- Parte 1/5



Inveja - Parte 1/6



Gula - Parte 1/6



Preguiça - Parte 1/6



Avareza - Parte 1/6



Ira - Parte 1/6



Orgulho - Parte 1/5



Data: dezembro 2009

Mobilização urbana - Flashmob

Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. (Fonte: Wikipédia)


Congelados em Nova York


Zumbis em Curitiba


Ninjas na Califórnia


Felizes em Jerusalém

Estamira

Trailer do documentário "Estamira"



Direção e Fotografia: Marcos Prado
Trilha Sonora: Décio Rocha
Site: www.estamira.com.br